Livros

Geléia Verde-Amarela

A Geléia Verde-Amarela quer salvar nosso futebol

Aí está a versão em pdf de A Geléia Verde-Amarela, livro de 2006 que nenhuma editora quis publicar. Uma crítica ácida, porém construtiva, à nossa crônica esportiva e também aos técnicos, dirigentes e jogadores. Editoras pediram ao autor para amenizar o conteúdo, principalmente o malho à mídia, prometendo que aí publicariam. Tom Capri recusou-se: a crítica àqueles que atuam no futebol é a tônica, amenizá-la seria derrubar o conteúdo principal da obra.

Uma pergunta: é possível provar de forma convincente que a crônica esportiva é a grande responsável pela decadência atual de nosso futebol e pelo fiasco do Brasil na Copa do Mundo de 2006? Sim, é possível, como você vai ver em A Geléia Verde-Amarela. Há saídas para o buraco negro em que se meteu o futebol brasileiro? Sim, há. Vá ao livro. Nele, o autor incita o internauta a duas revoluções e aponta soluções para esses grandes problemas.

Tom Capri nasceu a 6/10/1948 em Curitiba, mas está em São Paulo desde 1968, depois de ter vivido durante a década dos anos 90 nos Estados Unidos, onde se tornou cidadão estadunidense. Foi editor de esportes do Estadão nos anos 60 e 70. Ainda é cronista esportivo em São Paulo, tem este site e um blog, em que escreve também sobre esportes, porém não atua mais diretamente na mídia. É também dramaturgo e ator, como seu irmão do ator Herson Capri, da TV Globo.

A capa de A Geléia Verde-Amarela, como o internauta pode ver, traz o subtítulo "Cadê a Dignidade de Nossa Crônica Esportiva?" E, ainda na mesma capa, embaixo, vemos a chamada: "Saiba por que cronistas esportivos como Juca Kfouri, Ruy Ostermann, Milton Neves, Trajano, Sócrates e Tostão são responsáveis pela decadência do nosso futebol e pelo fiasco do Brasil na Copa de 2006."

Tom Capri foi responsável, como repórter do Estadão, em 1969, por furo de reportagem que derrubou Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, da Cosena, ou seja, do comando da Seleção Brasileira (no livro, o internauta encontra a história completa desse episódio nas páginas 74, 75 e 76). Em conseqüência, João Havelange chamou Antônio do Passo, à época, para o lugar de Paulo Machado. Depois, ambos chamaram o polêmico botafoguense João Saldanha para o comando técnico da Seleção. Saldanha convocou e escalou as "Feras de Saldanha", com Pelé e cia., as quais Zagallo aproveitou depois, para ganhar a Copa de 70. Portanto, Tom Capri sente-se meio que co-responsável pela conquista de 70 e pela invenção das "Feras de Saldanha".

O objetivo do autor não foi criar desafetos entre os colegas da mídia esportiva nem ofender ninguém. Quis apenas chamar nossa crônica esportiva à responsabilidade, como fizera também nas mensagens que enviara a um mailing de mais de mil pessoas, incluindo nossos principais jornalistas e cronistas esportivos, durante a Copa da Alemanha, em 2006.
Na verdade, o grande objetivo do livro é a união da categoria dos cronistas esportivos, à qual também pertence o autor. Tom Capri não queria divulgação nem aparecer, inclusive pedia sempre que esquecessem seu nome, mas que não deixassem morrer o debate aberto pelo livro. O que o autor mais quis é que a obra fosse avaliada e reconhecida, as idéias que estão nela principalmente.

A Geléia... deseja também o que o internauta mais quer: salvar o futebol brasileiro. E a fórmula pode estar neste livro. Se não estiver, e se o internauta encontrar nele algo de falho e falso, deve comunicar rapidamente o autor, para evitar que tudo o que está no livro se alastre e seja tomado como verdade. O texto é importante não só porque avalia o alcance do trabalho do cronista esportivo, mas também porque derruba alguns mitos do futebol e planta revoluções.

O livro traz, inclusive, no final, um manifesto que conclama os cronistas esportivos à união e à luta, mostrando que a categoria anda de guarda baixa e cochilando. A obra aponta ainda algumas soluções viáveis para nosso futebol, como você vai poder constatar.

Se o internauta convencer de que são abobrinhas, o autor se compromete a escrever novo livro para dizer que este é falho e falso, como já fez uma vez com outra obra sua. Agora, se achar que no livro estão algumas verdades, o autor também precisa saber, e já, pois há que colocá-las em prática imediatamente. De repente, essas idéias podem mesmo salvar nosso futebol. Você precisa se engajar nessa luta. Ela é sua também.